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quinta-feira, 11 de junho de 2009


gestão do lixo em São Paulo, Capital

São Paulo, janeiro de 2.008 - Entidades de bairros, organizações não-governamentais, 45 mil catadores de lixo, mais de 150 cooperativas e o esforço isolado de moradores da capital conseguiram, nos últimos anos, elevar para 20% o porcentual reciclado do volume de lixo recolhido, permitindo economia anual de US$ 300 milhões ao Município.

O índice é semelhante ao apresentado nos países desenvolvidos e isso se deve às iniciativas de supermercados, condomínios, escolas particulares e empresas, entre outros, que instalaram, voluntariamente, 4 mil postos de entrega de lixo reciclável e organizaram programas próprios de coleta seletiva.

Enquanto isso, a rede oficial de coleta seletiva responde por apenas 1% do total de resíduos recicláveis, número baixo demais para a cidade mais rica do País. A média nacional é de 5% de reciclagem. Portanto, o programa de reciclagem do lixo avança em São Paulo, mas não com o poder público na vanguarda, dada a sua lentidão em regulamentar e investir nesse programa.

Numa metrópole onde os dois aterros existentes estão completamente saturados, a produção de lixo aumenta 7% ao ano e grande parte das 16 mil toneladas de lixo produzidas diariamente é depositada em aterros particulares, essa questão deveria receber alta prioridade.

Pelos cálculos do economista Sabetai Calderoni, autor do livro "Os Bilhões Perdidos no Lixo", São Paulo poderia economizar US$ 1,2 bilhão por ano se reciclasse de forma organizada seus resíduos sólidos. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe) mostram que a capital desperdiçou 3,3 milhões de toneladas de lixo domiciliar em 2006.

Para os estudiosos do problema, a Prefeitura paulistana está muito atrasada. A reciclagem do lixo começou a ser discutida na capital na gestão Luiza Erundina (1989-1992) que chegou a criar um programa de coleta seletiva no fim do governo. Mas, depois disso, a Prefeitura progrediu muito pouco.

Os sucessores de Erundina não se empenharam no projeto. Apenas no governo Marta Suplicy, a coleta seletiva passou a constar das metas do governo municipal e a fazer parte das exigências feitas aos consórcios participantes da licitação para os serviços de transporte e destinação final das 16 mil toneladas de lixo diárias produzidas em São Paulo.

Pelo contrato firmado em 2003 com os consórcios Loga e EcoUrbis, a coleta seletiva porta em porta deveria estar em operação em toda a cidade até outubro de 2005. Ao assumir a Prefeitura, José Serra mostrou-se disposto a anular o contrato de 20 anos, renovável por mais 20, firmado pelo Município a um custo de R$ 10 bilhões. Serra se referia ao sistema adotado pelo governo petista como “nó em pingo d’água”.

De lá para cá, houve renegociação e tentativas de forçar os consórcios a renunciarem à concessão. Há dias, dada a lentidão da Justiça, que deve demorar mais cinco anos para julgar o pedido de anulação do contrato, a Prefeitura optou por reformá-lo.

Pelo novo acordo, a administração municipal reduzirá em 17,3% o valor pago aos consórcios, o que permitirá economia de R$ 2 bilhões ao Município no período de 20 anos. Em contrapartida, os consórcios ganham novos prazos para realizar obras e colocar em operação serviços previstos no contrato.

Já deveriam estar em funcionamento, desde 2004, duas miniusinas de compostagem e a frota de caminhões já deveria ter sido substituída há dois anos por novos veículos equipados com sistema de localização por satélite. A inauguração de duas novas estações de transbordo também estava marcada para o ano passado e, neste ano, a cidade deveria contar com mais dois aterros sanitários.

Tudo isso, mais a coleta seletiva e o aproveitamento dos resíduos sólidos recicláveis poderiam reduzir o acúmulo de lixo sem tratamento e aumentar a vida útil dos aterros.

A boa vontade de uma parcela da população tem sido essencial para que a coleta seletiva progrida - em 10% dos condomínios residenciais e comerciais já ocorre a separação do lixo reciclável -, mas sem a participação efetiva do poder público ela continuará precária.

Fonte: Estadão

Amazônia: Seca pode prejudicar absorção de carbono na atmosfera03/04/09


Um novo estudo, realizado por uma equipe de pesquisadores internacionais concluiu aquilo que para muitos já era uma certeza. De acordo com os cientistas, a demora no crescimento da floresta amazônica durante as épocas de seca tem efeito direto sobre o aquecimento global por reduzir significativamente a capacidade de absorção do carbono da atmosfera.
O estudo, que será publicado esta semana pela revista científica Nature foi realizado por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas, de Manaus, Universidade Nacional Experimental de los Llanos, da Venezuela e Jardim Botânico de Misuri, de Pasco, no Peru.
"A selva amazônica é um componente fundamental e pouco compreendido do ciclo global do carbono. Se a floresta realmente secar nos próximos 100 anos, como apontam os modelos matemáticos, deveremos ter uma aceleração na mudança climática por perda de carbono, com consequentes grandes modificações na troca de energia de superfície", disse Oliver L. Phillips, da Universidade de Leeds, na Inglaterra e principal autor do artigo.
Segundo o estudo, a floresta armazena até 120 bilhões de toneladas de carbono em sua biomassa, sendo essencial para o ciclo natural do carbono. De acordo com os pesquisadores, todos os anos o sistema absorve 18 bilhões de toneladas do gás da atmosfera através do processo da fotossíntese, que são liberadas na atmosfera pela respiração.
Durante a pesquisa, os cientistas estudaram a mudança verificada na biomassa das árvores e concluíram que durante a seca de 2005 ocorrida na Região Amazônica a taxa de crescimento florestal diminuiu significativamente, matando de maneira mais acentuada as árvores de crescimento rápido e baixa densidade de madeira.
Para o estudo os cientistas empregaram dados coletados em diversos pontos de observação e avaliaram de forma pontual como a floresta respondeu à violenta seca do ano de 2005. O estudo conclui que eventos futuros similares não podem ser descartados e se repetidos em grande escala pode afetar a capacidade da floresta de se auto-regenerar.

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É talvez o último dia da minha vida. Saudei o Sol, levantando a mão direita, Mas não o saudei, dizendo-lhe adeus, Fiz sinal de gostar de o ver antes: mais nada. Alberto Caeiro

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